novembro 6th, 2010 | 3 Comentários »

 Homenagem da Família Arruda ao patriarca de alma feliz e que nos deixou de surpresa

Certa vez um filósofo disse que se media a popularidade das pessoas na hora de seu enterro. Havia tanta gente no sepultamento do nosso querido Manoel, que comprovamos tal teoria filosófica, muito embora isto fosse perceptível em vida.

O interessante é que quando estávamos no velório e vimos um outro sepultamento ser acompanhado apenas por 04 pessoas, ficamos condoídos imaginando o porquê de tanta ausência naquela hora penosa….

Raras são as pessoas que conseguem fazer amizades tão facilmente como ele fazia. Não interessava raça, cor, situação financeira, idade, nada, nada. E a resposta foi vista naquele momento tão triste, mas ao mesmo tempo reconfortante para nós, familiares e amigos, que ficamos a chorar pela sua ausência.

Ainda no velório um amigo ao nos abraçar lamentou que tivéssemos perdido uma referência. Todos sabiam e sabem que tio Dão foi nosso “pai”, conselheiro e sempre chegando junto, aliás, este é O lema da família Arruda que foi muito praticado por ele. Ledo engano, afinal ele deixou muitas referências, assim como deixou exemplos de conduta, de palavras, de caráter. E lembranças de sua risada, de sua alegria, de sua sabedoria.

Assim, só nos resta agradecer aos que estiveram presente nos confortando, aos que não puderam estar, mas manifestaram a sua dor e deixar aqui uma mensagem muito especial. Na noite do velório e pela manhã vimos a chuva cair. Uma chuva calma e gostosa. Era Deus chorando pelo nosso tio. Não de tristeza como foi e está sendo as nossas lágrimas. Mas de alegria por recebê-lo em seus braços e por fazê-lo se encontrar com a nossa vó Agostinha e nosso pai José Arruda, que também foram recebê-lo e com certeza, alegres.

Que Deus tenha piedade de nós e continue nos abençoando.

Obrigada

B.Horizonte, 05/11/2010

Autoria Vanessa Arruda

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