outubro 31st, 2015 | Sem Comentários »

As empresas na prevenção e combate à corrupção
Corrupção, desvios de dinheiro e financiamento ilícito das campanhas eleitorais são temas que vêm predominando na mídia. Escândalos atrás de escândalos que, para nosso deleite, estão sendo acompanhados de prisões, delações premiadas e condenações. Finalmente a punição começou ser aplicada em nosso país. E o que é mais importante: a percepção de que sensação de impunidade está findando com a responsabilização dos envolvidos em atos danosos.
Certamente que escândalos envolvendo empresas públicas ou privadas trazem efeitos negativos para o Brasil. Confiança abalada, inflação e dólar nas alturas afastam qualquer investidor e com isso, desemprego e taxa crescente da violência.
Desta forma, como as empresas podem atuar na prevenção e combate à corrupção?
Jorge Abrahão, Diretor Presidente do Instituto Ethos, acredita que
as boas práticas de governança são bem eficazes no combate à corrupção. Ele afirma que “as empresas precisam reduzir os riscos relacionados às condutas antiéticas dos seus profissionais para aumentar a competitividade, preservar a imagem corporativa interna e externa, além de gerar um ambiente mais seguro. A corrupção, em suas diversas formas, compromete o desenvolvimento do mercado e reduz possibilidades de lucratividade consistente no longo prazo”.
Canal de denúncias (ouvidoria), criação e aplicação de código de ética são ferramentas imprescindíveis para coibir práticas nocivas e manter a sustentabilidade das organizações.
Portanto, as empresas têm um papel fundamental na educação de seus funcionários e com isto, dar exemplos e combater práticas de corrupção internamente. Na opinião do Jurista Andreas Pohlmann “lideranças devem dar exemplos de atitudes retas, estimular que atitudes ilegais cheguem aos superiores, garantir a não retaliação para quem denuncia e se mostrarem abertas para ouvir e ainda lembrar que lidam com gente”.
Para a Presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, Célia Carpi, debates e discussões são o caminho para um país ético. E conclui que o Brasil tem mostrado maturidade de suas instituições no desafio de combater a corrupção. Não há política sã sem sociedade sã, por isto creio que poderemos sair desta crise com uma sociedade mais robusta e ética.

Fonte: Instituto Ethos – Conferência 360º 2015.
Matéria publicada no Jornal Vespasiano em Notícias de novembro 2015

Vanessa Arruda
Mestre em Administração, Graduada em Jornalismo, Pós Graduada em marketing Político, Diretora Administradora do Laboratório São Lucas, Professora Universitária.

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