novembro 24th, 2016 | Sem Comentários »

Máscaras
A exposição que superou nossas expectativas

Cada vez mais nos surpreendemos com as atividades culturais em Vespasiano/MG. A exposição Máscaras, sob a responsabilidade do artista Marco Antônio Fonseca Viana, o nosso Marquinhos, é um exemplo do belo, do bom gosto e do saudosismo. Mas, ela foi além das saudades que temos dos carnavais de nossa cidade e, sobre sua história, Marquinhos explica:
“A máscara não é específica do carnaval. Tem origem religiosa e ainda hoje na África conserva o sentido primordial: a máscara manifesta a divindade e transmite ao portador todo o seu poder.
As máscaras foram criadas pelos artistas das tribos e usadas em ritos religiosos. Essas máscaras não representavam faces normais, mas sim, exageradas. Quando passa para o teatro grego e romano, o sagrado desaparece e a identificação passa a ser entre ator e personagem.
Na Veneza do século XVIII o uso das máscaras tornou-se um hábito diário para os homens, mulheres e crianças, ocultando o rosto com uma meia máscara que apenas cobria os olhos e o nariz. Foi preciso uma lei, a lei DOGE, para acabar com este hábito porque a polícia tinha dificuldades em reconhecer os assassinos que constantemente matavam nas vielas da cidade. Os venezianos passaram a usá-las durante o carnaval que durava um mês, além das festas e jantares.
O carnaval em Vespasiano era um momento mágico, que envolvia toda a cidade. Satisfazia a necessidade típica dos homens de festejarem e de beberem muito nas festas. Os mascarados viviam intensamente este período, saíam pelas ruas da cidade durante os dias do Boi da Manta, com máscaras, capas, de forma que não se conhecia as pessoas, nem gênero, nem posição social. Nesta época, Vespasiano apresentava um luxuoso carnaval, tanto o de rua quanto o do clube Funil. Corsos com carros alegóricos e belas fantasias marcadas pelo luxo e originalidade, enchiam os olhos dos cidadãos vespasianenses e dos turistas que nesta época lotavam a cidade”.
A cultura pode ser financiada e para isto existe uma lei baseada em renúncia fiscal, ou seja, abatimento de impostos. Forma encontrada pelo governo em estimular as empresas privadas a investirem em atividades culturais. Ganham as empresas que têm suas imagens fortalecidas e reconhecidas pelo seu público alvo, ganham os artistas que encontram oportunidade para mostrarem seus talentos e, sobretudo, ganha a cultura local que se preserva e alcança uma boa parcela da comunidade.
A exposição Máscaras é fruto da Lei do Incentivo à cultura. Uma empresa que adere à Lei do Incentivo tem descontos em impostos municipais, como o ISS. Este desconto é todo revertido para financiamento da arte local. Vale à pena os empresários se inteirarem sobre o assunto. Todos ganham.

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