janeiro 17th, 2011

Atitudes e tragédia

Uma relação difícil de ser equacionada

         Desde que eu me entendo por gente vejo que todo verão é a mesma coisa. Chuva em excesso, enchentes, morro desabando, casas destruídas, família inteiras desesperadas, mortes e mais mortes. O noticiário desta semana se concentrou nas tragédias causadas pela chuva em excesso em São Paulo, região serrana do Rio de Janeiro e algumas cidades no sul de Minas. Casas inteiras soterradas, lama por todo lado, corpos desaparecidos, prejuízo total. Muito choro, desalento.

         Este tipo de situação está tão banalizada, que as próprias vítimas, passado o momento trágico, se esquecem das perdas. Logo em seguida, chega o carnaval e é aí que o povo desconta todo seu sofrimento e se esbalda! Se as vitimas esquecem imaginem, então, os verdadeiros responsáveis!

         Atitude, gente, atitude! É o que precisamos adotar. Precisamos ir atrás dos deputados e vereadores, nos quais votamos, e exigir atitudes. Exigir projetos, obras, fiscalização, enfim, exigir o que é do nosso direito. Mas como podemos fazer isto? Temos em nossas mãos um recurso muito útil, veloz e eficaz: a internet. “Ah, não tenho computador em casa. O salário mal dá pra pagar o aluguel.” Alguns me dirão isto, mas temos vizinhos com computadores que podem nos auxiliar. Temos Lan House que nos dá acesso à internet cobrando mais barato. Vamos enviar e-mail para a Câmara Municipal, Assembléias Legislativas, Senado e Presidência. Precisamos sair do conformismo e ir à luta. E a melhor luta é a da manifestação, de fazer chegar às autoridades as nossas vontades, nossas insatisfações. Inclusive a insatisfação do salário que os parlamentares aprovaram para si de apenas $60.000,00 (sessenta mil) mensais, fora os benefícios. Ora, pois, se eles ganham tanto com a função de zelar pelo nosso bem-estar, então, passou da hora de mandarmos a fatura para eles.

         Consciência é o que anda faltando. Políticas Públicas e boa vontade são a solução. O que mais me entristece é que quando a tragédia se instala, vem logo um porta-voz do governo anunciar a liberação de milhões para o local atingido. O próprio governo faz um sobrevôo no local e se diz pesaroso. Mas quando é mesmo que este dinheiro chega? Como ele é distribuído? O que o governo faz para impedir novas tragédias? Normalmente o dinheiro é sempre desviado, roubado. Existe fiscalização? Existe uma punição na prática? Atitude, minha gente, atitude!

Brasileiro é o povo mais generoso que já vi. E se não fosse por esta generosidade (há mobilização para envio de alimentos, água potável, roupas, colchões e principalmente a disposição de ir até ao local para ajudar); a situação seria muito pior.

Mas é preciso fazer a nossa parte. Além de recorrermos aos políticos, prefeitos, governadores e até à Presidência; precisamos cooperar com o lugar onde moramos. Não podemos deixar lixo nas ruas. Rua não é depósito de lixo. Já viram a quantidade de poltrona, colchão e muitos outros objetos jogados nas vias públicas? Os comerciantes colocam caixas e sacos de lixo na porta de suas lojas e estes inevitavelmente vão parar nas bocas de lobo. Entupidas, a água não escoa e retorna invadindo o comércio e as casas.

Por isto que atitudes e tragédias estão relacionadas. Havendo respeito pelo povo, haverá obras preventivas. A população se conscientizando, cooperando, mudando de conduta, cobrando coleta de lixo, saneamento básico e outras ações governamentais; certamente não haverá mais tragédias.

Atitude, minha gente, atitude!

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