agosto 23rd, 2014

Bom Senso
Após a queda do Viaduto dos Guararapes, na Pampulha, que a volta para casa tornou-se uma saga, principalmente para àqueles que passam pela MG 10. Mais apropriado seria dizer um inferno.
No entroncamento entre Av. Cristiano Machado e Av. Pedro I está o maior dos reflexos de congestionamento e prova de paciência por parte dos motoristas que ficam impedidos de seguir pela Pedro I. A alternativa, então, é passar pela Cristiano ou pelo Bairro São Benedito ou por Venda Nova. Passar por Venda Nova significa usar parte do acostamento. Algo considerado como infração e imprudência.
Talvez devamos substituir o termo imprudência por bom senso. Não há outro meio senão infringir o artigo 193 do Código de Trânsito Brasileiro e trafegar pelo acostamento. Aliás, considerada uma grave infração sendo o motorista penalizado com sete pontos na carteira e uma multa de aproximadamente de quinhentos reais. Esta alternativa é vista como bom senso porque faz fluir o trânsito, evita congestionamento, agiliza o tempo de muitos, diminui a possibilidade de assaltos, além de muitos outros transtornos.
Paradoxo? Não para este caso.
Do Centro Administrativo até á Lagoa da Pampulha, hoje, demora no mínimo 40 minutos, o que antes demandava apenas dez minutinhos. Todo santo dia forma-se uma longa fila de carros, ônibus e demais veículos automotivos que se apropriam também da terceira faixa para se chegar à Cristiano Machado. Assim, o uso do acostamento nesta circunstância faz-se imperativo, necessário e de muita sensatez.
Algo não percebido por policiais da Polícia Rodoviária que utilizam o tablet para filmar os “infratores”. Um pouco de bom senso não faz mal a ninguém. Estes motoristas não podem ser considerados infratores enquanto o problema que originou tamanho inferno não for resolvido. Até que a Av. Pedro I fique liberada, os verdadeiros infratores e culpados são todos os envolvidos na tragédia da queda do viaduto. Que as multas e pontos na carteira sejam direcionados para eles. É apenas uma questão de justiça.
Matéria publicada no Jornal Tribuna das Gerais, agosto/2014

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