novembro 25th, 2014

Cérebro de pipoca

A internet tem beneficiado tanto nossas vidas proporcionando acessibilidades a notícias, filmes, músicas, banco, negócios, culturas, enfim, que se fosse para descrever tudo utilizaria muito espaço e letras. No entanto, não impor limites a nós mesmos quanto às maneiras de uso da internet afeta um membro relevante do nosso corpo, o cérebro. O cérebro é de tão suma importância que faço jus a um provérbio judaico “O cérebro é melhor do que músculos”.

No decorrer deste ano, o senhor Clifford Nass, professor de psicologia social na Universidade Stanford, em um seminário sobre tecnologia da informação revelou que através de pesquisas realizadas com jovens que passam muitas horas diariamente na internet, acostumados a desenvolver muitas ações ao mesmo tempo, possuem dificuldades: não conseguem desenvolver atividades que necessitam de foco, sabem lhe dar mais com a vida virtual do que se relacionarem fora do ambiente – mesa e computador; inquietude permanente, analfabetismo (pois aprendem menos). Pessoas com esse ritmo acabam sendo denominadas com “Cérebro de Pipoca”.

Por que “cérebro de pipoca” elas acabam desenvolvendo tantas ações ao mesmo tempo que o cérebro, pobre coitado, fica agitado. Não é difícil identificarmos pessoas com esse problema, principalmente adolescentes. A internet não é única vilã, o mercado de trabalho exige funcionários polivalentes. A cada dia surgem produtos que nos atraem a ficarmos conectados com celular, internet, radares, se não soubermos usar tudo ao mesmo tempo, somos considerados analfabetos. Mediante tudo isso, entendemos a razão do aumento do número de pessoas que fazem tratamento psicológico e de medicamentos para contra a ansiedade.

Portanto, nossa sobrevivência intelectual depende do nosso autocontrole. Por que eu vou ouvir música, acessar de sites de notícias, caixa de e-mail, redes sociais tudo ao mesmo tempo? Muitos não suportariam essa “quebra de rotina”. O que resta é tentar salvar, primeiramente, a nós, bem como, filhos, sobrinhos, amigos, que estão aderindo a esse vício, que acaba nos distraindo das informações que realmente são importantes para nos manter. A realidade é que o medo de sermos considerados analfabetos tecnológicos ou desatualizados sobre as redes sociais, das notícias, das novidades é muito maior. Acaba nos fazendo reféns da tecnologia e ao mesmo tempo nos constituímos realmente em pobres analfabetos foram deste ambiente virtual.

Fonte: Autora Graciely Menezes do site Roteiro Final de março 2014.
Publicação no Jornal Tribuna das Gerais em setembro/2014.

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