maio 26th, 2010

Ninguém acredita, mas é verdade

Qualquer semelhança é mera coincidência

Vanessa Duguet Arruda

Não sei bem o porquê, mas sempre confundo Dilma Roussef com a nossa ex-Ministra da Fazenda de 1989, a sra. Zélia Cardoso de Melo. Quem não se lembra dela? Juntamente com o Presidente Fernando Collor foi a responsável pelo confisco da caderneta de poupança. O nome confisco é para amenizar o ato. Na verdade foi roubo mesmo. Brasileiros foram roubados escandalosamente. E dela não me esqueço, pois além do prejuízo dado, ela ficou famosa pela frase dita em alto e bom tom: – O povo é um mero detalhe. E o que tem a ver Dilma com isto? Em primeiro lugar, assim como na época foi muito bacana ter uma mulher como ministra, ainda hoje há entusiasmo de se ter uma mulher candidata a presidente. Abrindo um parêntesis aqui, também a filha do José Sarney, Roseana Sarney, foi candidata com grandes chances. Teve que desistir, pois encontraram 1,38 milhão de reais inexplicáveis em seu escritório, não declarados em imposto de renda. Não tendo como justificar melhor mesmo foi desistir de ser a primeira presidente na história do Brasil. Isto aconteceu em 2002. Ainda assim continuou como governadora do Maranhão (1995 a 2003). É… Collor também após o seu impeachment e sete anos proibido de se candidatar a qualquer cargo político, não foi eleito senador (2007-2015) pelo PTB do Alagoas)???? É… acontece. Ninguém em sã consciência acredita, mas acontece. Aconteceu.

Voltando à Dilma, a sra. Ministra da Casa Civil, digamos que outra semelhança com a Zélia Cardoso seria o apadrinhamento do Presidente. Lula é o cabo eleitoral, professor particular e ídolo da candidata petista; assim como Collor de Melo foi da Zélia.

Outro ponto coincidente entre as duas é que elas não têm carisma algum. Não são convincentes e o discurso ensaiado é muito fraco.  Nas inaugurações de obras eleitoreiras Dilma tem se espelhado no professor Lula, mas como intelectual que é, soa falso aquelas falas e comparações populares próprias do líder petista.

Dilma ainda não foi flagrada com dólares em seu escritório e nem confiscou nenhuma poupança, mas anda burlando a Lei Eleitoral ao fazer campanhas fora da época permitida. Em seus discursos tenta manchar a imagem de seus adversários e tenta encontrar justificativas para seus colegas petistas acusados de roubo ou de fraude. E acha normal. Acha certo tantos impostos, acha certo o uso do cartão corporativo em excesso, acha certo a máquina administrativa inchada de tantos funcionários não concursados e sem qualificações para o cargo ocupado. Apóia uma ala do MST nas invasões predatórias. Enfim, é conivente com o errado. Assim, encontro nesta postura mais uma semelhança entre as ministras Zélia e Dilma. Uma falou que o povo é um mero detalhe. A outra não falou e sequer irá falar, mas pelas suas atitudes concorda em pensamento.

É de rir

Em pleno sol de rachar das 15 h um funcionário teve o carro roubado frente à empresa onde trabalha, em pleno centro de Vespasiano. Tirando o transtorno de fazer o BO (boletim de ocorrência) e de ficar a pé, tem também o lado do abalo emocional, sem falar a raiva e os gastos que o sujeito tem para reaver o seu bem.

Dois dias depois do ocorrido, o “sortudo”, ao ligar para o 190, teve a feliz notícia de saber que seu carro fora encontrado no bairro Jardim da Glória. Agora, era só buscá-lo no pátio do Detran, ali, pertinho do Del Rey. Bastava levar xérox do documento do carro, do IPVA quitado integralmente e da carteira de motorista, foram as informações dadas pela atendente do citado órgão. E assim foi. “Não, não pode levar o carro” disse o funcionário público. Por que? Falta o xérox da quitação do seguro obrigatório e do licenciamento (que ainda venceriam no final de março). Azar o dele. Tinha que pagar assim mesmo e como já eram 16 h, teria que voltar no dia seguinte. E um detalhe: pagar mais uma estadia do carro.

No outro dia… ficou esperando mais de duas horas para a liberação do veículo, pagou as estadias e o guincho que levou o veículo até o pátio. Nisto já se foram R$160,00 (fora o pagamento do licenciamento e seguro e ônibus e taxi). Mas, como de costume, o carro ao ser aberto estava completamente depenado. E aí? O jeito é pagar outro guincho para levar o que sobrou do carro para a oficina. Com certeza, faz parte da indústria do roubo de carros ter uma dúzia de guinchos na porta externa do Detran e assim, um caridoso aceitou fazer um descontinho (R$80,00). Pelo menos, facilitou o serviço da volta.

         E onde está o motivo do riso? O Estado que é o responsável pela segurança do cidadão, além de não oferecer nada disto, ainda cobra pelo guincho, pela estadia do veículo e mais taxas. Sem contar que as informações obtidas quando não são erradas, são incompletas, além do tempo perdido e do prejuízo. Moral da história: estamos pagando para sermos roubados e para reavermos o produto do roubo. E caro!

Outro pequeno detalhe: o conserto mecânico ficou  apenas em R$200,00 (duzentos reais).

Motoristas abusados

         Quem transita pela MG 10 fica estarrecido pelo abuso dos motoristas de ônibus e caminhão. Qualquer cidadão que tenha carteira de motorista sabe que para entrar na MG ou qualquer BR tem de fazer a parada obrigatória. No entanto, os engraçadinhos que dirigem veículos de grande porte abusam e entram na via principal sem cerimônia alguma. Dane-se quem está transitando corretamente que, ou desvia para a esquerda e corre o risco de bater no carro ao lado ou para e também corre o risco de ser batido na traseira. Ou seja, se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.

(matéria publicada no Jornal Tribuna das Gerais, março 2010)

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