junho 10th, 2014

Micro e Pequenas Empresas
Como captar mais clientes

Muito se ouve falar em consultorias, como melhorar vendas, ganhar mercado, comportamentos ideal dos empreendedores e na maioria das vezes é um discurso direcionado apenas para grandes indústrias, magazines e multinacionais.
Uma realidade bastante diferente vivida pelas pequenas e micro empresas, sejam familiares ou não. Principalmente se situadas em cidades interioranas. Surge, então, um dilema para estes proprietários: o que fazer para sobreviver e manter seu negócio aberto e rendendo algum lucro?
A orientação que me proponho a dar para esta importante parcela da sociedade se justifica pelos impostos que pagam, pelos empregos que geram e pela contribuição na economia dos municípios onde estão localizadas.
Grandes empresas têm facilidades em obter empréstimos, costumam ter capital próprio, estruturas como Departamentos de Inteligência, de Pesquisas, Marketing e Publicidade que as impulsionam. Ainda que o mercado externo (ações, dólares, economia favorável ou não aos investimentos e inflação) exerça pressão em qualquer segmento, é sabido que os pequenos são mais atingidos e se sentem impotentes.

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Economistas fazem recomendações e utilizam muitas frases como “agregar valores aos produtos”, “captação de clientes”, “redução de custos”, “engajamento em questões sócio-ambientais” e muitas outras que não são estranhas aos comerciantes. Tão pouco ignoradas. Mas como fazer tudo isto se adaptar à realidade das micro empresas?
O Primeiro passo é se conscientizar que prestar serviços mais satisfatórios é fundamental e que vai trazer benefícios tanto para os proprietários quanto para funcionários e clientes. É a partir da satisfação deste tripé que se formam melhores funcionários, cria-se um melhor ambiente de trabalho e muita satisfação para o cliente. Consequentemente, mais vendas, mais lucros.
Dificuldades são muitas, como a alta carga tributária onde todos são penalizados e só o governo sai ganhando. Na realidade não recebemos de volta e da maneira que merecemos, os investimentos que deveriam vir dos impostos arrecadados.
A competitividade normalmente é vista como entrave, como algo difícil de driblar; a não ser oferecendo liquidações. Claro que consumidores buscam preços mais baixos, mas não se pode deixar de lado o tratamento especial aos clientes.
Este é o segundo passo a ser levado em conta pelos donos de lojas e pelos seus funcionários. Receber bem aquele que vai manter nossos salários em dia é mais que uma obrigação. É antes de tudo questão de educação que surte efeito, ou seja, faz o cliente voltar. Então, é uma estratégia. E estratégia que dá certo deve ser aplicada constantemente.
Faz-se necessário priorizar o bom atendimento, um sorriso no rosto, uma boa aparência dos funcionários, uma decoração que atraia olhares, preços convidativos. Quando recebemos visita em casa sempre nos preparamos, não é mesmo? Fazemos uma comida especial, faxinamos a casa, nos arrumamos e recebemos a visita com uma felicidade danada. É assim que deve ser com o cliente em nosso ambiente de trabalho.
Oferecer além do que a clientela quer é também algo muito interessante e rentável. É a tradução do “ir além das expectativas.” Uma degustação, um brinde, cartão de boas vindas, ser gentil, levar as compras, no mínimo, até à porta da loja. São detalhes que fazem a diferença. E se oferecer um serviço de ajuste de roupas sem cobrar nada? A parceria entre lojas e costureiras é uma boa opção.
Parcerias. Outra estratégia que funciona. Parceria com táxi, com boys, com lojas de brindes, com jornais, buffet. Há muitas opções para redução de custos que geram fidelização dos clientes.
O investimento no capital intelectual é outra estratégia interessante. Faz parte deste grupo funcionários e fornecedores, entre outros. Com relação aos funcionários, se possível, uma gratificação, uma folga, uma palavra de incentivo, um curso. Há outras atitudes de valorização do funcionário que podem levá-lo a um maior comprometimento com seu serviço, com sua empresa e consigo mesmo. Evidentemente que há funcionários e funcionários. Há àqueles em quem vale a pena investir. Caso contrário, ainda que novas entrevistas e contratações gerem custos e mais tempos dispensados para isto, não há motivo para resistências. Demissão é a única solução. Faça-o e já. Bons funcionários que desejam aprender, que desejam vender, que percebem que se trabalharem bem todos sairão ganhando, merecem reconhecimento.
Se colocar no lugar do outro é muito bom, gera reflexões. É assim que eu gostaria de ser atendido? Vendedores com braços cruzados? É com unhas grandes e esmaltes descascados que devo me apresentar ao público? Barba por fazer? Uniforme sujo, amarrotado é condizente com minha função? Lembrem-se imagem é fundamental.
Os proprietários também precisam perceber o ambiente como um todo. A começar pela limpeza da loja, decoração, do lixo que é deixado na porta de seu comércio, nas ações da concorrência e com as próprias possibilidades de criar algo diferente, ou seja, de inovar!
VAnessa Arruda – www.vanessaarruda.com.br
Mestranda em Administração, Jornalista, Pós Graduada em Marketing Político, Escritora, Poeta, Membro da Academia de Letras de Vespasiano, Administradora do Laboratório São Lucas.

(Matéria publicada no Jornal Vespasiano Noticias, jun 2014)

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