maio 18th, 2010

 

Vanessa Duguet Arruda

         Cinco horas da manhã, hora de levantar.

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Marília de Oliveira, 36 cialis pills anos, casada, uma filha, é o retrato fiel da mulher brasileira que tem tripla jornada e um salário que ajuda no sustento da casa. Quando levanta ajeita as coisas, arruma as camas, faz o café, ajeita a filha e a leva para a escola. Percorre um longo trajeto até chegar ao seu serviço. Após jornada de oito horas de trabalho retorna ao lar onde faz o dever de casa com a filha, faz o jantar, lava roupas, arruma a casa e ainda faz carinhos no marido. Quando não está tão exausta consegue deixar os uniformes passados e adiantar o jantar do dia seguinte. Seu dia encerra, no mínimo, às 11:00 h  da noite.

         Esta rotina já dura há anos e não mudou nada. O que mudou, segunda ela, é a variação do aperto. Uma hora mais folgada com as finanças e na maioria das vezes, bem sufocada financeiramente. Se sente valorizada? – Não, responde enfaticamente. Sob nenhum aspecto consegui perceber esta tão sonhada valorização. E o dia da mulher? – Balela! Serve apenas para movimentar o comércio. Ganhamos cartões, flores, abraços e mensagens. E só! Não há movimentação verdadeira no reconhecimento do valor feminino. Não há preocupação em apoiar à mulher como construção de creches ou como equiparação de salários. Esta resposta dada pela Marília mostra claramente que os desafios a serem vencidos ainda são muitos.

         Muitas perguntas ainda não foram respondidas pelas próprias mulheres sequer pela sociedade em si. Estar nesta luta de funções múltiplas com mais deveres do que direitos vale a pena? Os novos desafios impostos pela sociedade consumista e exploradora é do agrado feminino? O comodismo masculino é bem visto?

         Educadores e sociólogos, aproveitando o mês da mulher, colocaram esta discussão em pauta e concluíram que a sociedade saiu perdendo e muito. Quando a mulher exercia única e exclusivamente a função de rainha do lar percebia-se uma ordem na célula família. Casa bem coordenada, filhos educados, horários supervisionados, amizades controladas, deveres acompanhados, respeito ensinado, refeições em conjunto, enfim, condutas que faziam dos filhos cidadãos honrados. Como o mercado de trabalho absorve todo o tempo das trabalhadoras tornou-se impossível esta supervisão familiar. Atualmente, filhos têm como referência os video-games, televisão, computadores e amizades tendenciosas. Não há reunião familiar, não há educação, não há como conduzir as atitudes dos filhos.

         O homem, por sua vez, acomodou-se: – “não rasgaram sutiã em praça pública? Não quiseram direitos iguais? Pois bem, elas agora não têm o que reclamar… têm de dividir contas e despesas, sim!” No entanto, eles esqueceram-se que as obrigações familiares não foram divididas, sobrecarregando as mulheres, principalmente quando elas assumem toda a despesa sozinhas.

         A mulher deslumbrada com sua nova condição que lhe confere poder e autoridade não soube manter a sua postura e vem se desvalorizando diante de todos. Afetada a célula sociedade vem sofrendo as conseqüências das mudanças de comportamento da célula família. O que se vê são filhos mal educados, sem tarefas em casa, uso de drogas, prostituição permissiva e por aí vai. Isto quando não se tem notícias que roubaram aos pais ou até mesmo cometeram homicídios.

         Os desafios são antigos e para a mulher contemporânea eles ainda resistem aos tempos. É preciso dedicar-se ao trabalho e a sua profissão sem que afete a esfera familiar. Buscar apoio masculino no revezamento de tarefas domésticas e no apoio à educação de filhos; fazer que a sociedade se conscientize que a sua mão-de-obra é essencial para a economia como um todo. É preciso que se construa e mantenha uma estrutura de apoio à mulher.  É preciso rever sua posição e colocar-se como a peça fundamental para o mundo a sua volta.

E muito mais que isto é preciso que as palavras de incentivo do dia 08 de março- Dia Internacional da Mulher- saiam do papel e se transformem em ações.

Ganha a mulher, ganha a família, ganha a sociedade!      

(matéria publicada no Jornal Tribuna das Gerais, março/2007)

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2 Comentários para “Mulher, teu nome é coragem?”

Aurelio Salles disse:

Bom dia minha amiga.

Ficou muito bacana. Só você mesmo para arrumar tempo para ainda conseguir alimentar um blog. rsrsrsr

Favor corrigir na sua apresentação está Marketing Política, passar para Marketing Político.

Nosso próximo jornal fecha dia 30 de junho, quarta-feira.

Beijos,

Aurelio Salles

vanessa disse:

Meu editor, vou corrigir! Rsrs. O problema dos erros está exatamente no tempo e na pressa de escrever. Nisto que dá! Enviarei a matéria ainda na 3a.f. Ok?
Um abraço

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