agosto 18th, 2011

Os Segredos da vida

            Este é o título de um livro cujo ensinamento maior está em viver cada dia com amor. Um amor verdadeiro e incondicional.

            “Você não vai receber outra vida como esta. Você nunca mais vivenciará o mundo exatamente desta maneira, com esses pais, filhos, familiares e amigos. Nem experimentará a terra com todas as suas maravilhas novamente neste período da História. Não espere o momento em que desejará dar uma última olhada no oceano, no céu, nas estrelas ou nas pessoas queridas. Vá olhar agora.”

Um sábio conselho dos autores que compartilham conosco as lições aprendidas com diversas pessoas comuns que, em seus momentos finais, enxergaram com clareza o verdadeiro significado da vida e o que ela pode nos oferecer de mais precioso. É exatamente este segredo que quero partilhar com meus leitores. Um tesouro inigualável.

A primeira lição a ser pensada e adotada é que o amor é a única experiência verdadeiramente real e duradoura da vida. Ele é a essência dos relacionamentos, o âmago da criatividade, o oposto do medo do poder, uma parte fundamental de quem somos. Ele é a fonte da felicidade, a energia que vive dentro de nós e nos une aos outros seres.

O verdadeiro amor, aquele que existe apenas devido ao que somos e não por causa do que temos ou fazemos ou deixamos de fazer, existe. Ele não se concretiza no encontro do outro, do parceiro perfeito ou do melhor amigo. A totalidade do amor que buscamos vive conosco e dentro de nós, agora, na realidade.

É uma pena, mas somos amados pelo que fazemos pelos outros, pelo dinheiro que ganhamos, por sermos engraçados ou inteligentes, pela maneira como tratamos nossos filhos ou cuidamos da casa, e assim por diante. Da mesma forma, temos dificuldade em amar as pessoas como são, com suas qualidades e defeitos. Frequentemente nos vemos decepcionados e achando razões para não amar os outros. Este é o amor condicional que devemos abandonar.

Certa vez, num seminário, uma senhora relatou que toda vez que chegava em casa encontrava seu filho sentado na bancada da cozinha, usando uma camiseta desbotada e rodeado de amigos. Ela, a mãe, tinha receios que os vizinhos pensassem que não tinham o que dar de apropriado ao filho.

Após exercícios de aceitação e de encontro com seu “eu” e com Deus ela compreendeu que a vida é uma dádiva e que ela não teria o filho para sempre. Então imaginou que se morresse amanhã como se sentiria a respeito da própria vida? E se o filho morresse amanhã, com que roupa o enterraria? Com terno? Ele iria odiar. Teria mesmo que enterrá-lo com a droga daquela camiseta de que ele tanto gosta. Seria a forma de honrar sua vida e respeitá-lo.

Compreendeu, então, que apesar de querer amar ao filho na hora da morte pelo que ele é e por aquilo de que ele gosta, não estava disposta a dar-lhe esta dádiva em vida.

Ora, a camiseta possui um enorme significado pra ele. Seja por que motivo for, ela é a sua roupa predileta.

Naquele dia, ao chegar em casa, abraçou o filho e disse que o amava do jeitinho dele. Esta senhora sentiu-se tão bem por abandonar as expectativas, por deixar de colocar condições para amar, que simplesmente continuou a amá-lo do jeito que ele era. Agora não está mais tentando fazer com que ele seja perfeito. Descobriu, a tempo, que o filho é bacana do jeito que ele se veste.

Encontrou paz e felicidade no amor incondicional.

O segredo está exatamente em dar e não no receber. Se por acaso alguém quiser medir o amor que recebe, jamais se sentirá amado. Porque o ato de medir não é um ato de amor.

Livro Os Segredos da Vida – Elizabeth Kubler Ross e David Kessler-   Editora Sextante

(Matéria publicada no jornal Tribuna das Gerais – agosto/2011
www.vanessaarruda.com.br

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