maio 5th, 2012

Conquistar uma mulher
É para poucos. É para homens de verdade, de coragem!

Ao ler Luis Fernando Verissimo, As Mentiras que os Homens Contam, fui capaz de entender o sofrimento de uma amiga que relato mais à frente.
O livro começa assim: “Não é bem assim. Os homens não mentem. No máximo, inventam histórias para proteger as mulheres. O autor decifra as circunstâncias em que tais mentiras são quase verdades. Do marido que não quer magoar a esposa, ao amigo que não quer revelar o que realmente aconteceu… Sério. Começa com a mãe, é científico. Sabe aquele dia em que você acorda sentindo uma coisa estranha no peito e não pode ir à escola? Você não vai dizer pra sua mãe que não fez o dever, mas sim que está muito doente, com um mal-estar terrível. Vai deixa-la feliz cuidando de você… Afinal, alegria de mãe é se preocupar com o filho.”
E alegria de mulher, qual é? Aqui entra o desabafo da amiga que comentei anteriormente. A mulher, coitada, bateu o carro e foi parar no hospital por mais de dois meses. Acidentada, precisando de cuidados trocou e-mails com o amado que não se dignou a visita-la. Respondia, é claro, chamando-a de docinho e dizendo estar com saudades. Mas ali, no dia-a-dia, na hora do “vamo” ver cadê o amado? Quem mais, senão ele, deveria estar presente? Levá-la ao médico, quem? Ajudá-la no banheiro, quem? Sussurrar em seu ouvido palavras de amor, de acalanto? Ou simplesmente ficar de mãos dadas?
Cansada das desculpas, como toda mulher, começou com as cobranças. Histórias das viagens que fizeram. Lembranças das comidas que faziam juntos. Atenções e carinhos que eram tão frequentes, sem falar nos dinheiros que ela emprestava…
Os e-mails começaram a diminuir. Ele já se preocupava em inventar novas desculpas (ou mentiras?). Ele, o amado, o incompreensível, o ingrato já não respondia mais.
Mulher é vingativa, todos sabem. Se não todas, pelo menos, a maioria. Mas a mulher desta história quis ser elegante e apenas mandar a seguinte resposta (que ela copiou da internet):
Amado,
Mulher não desiste, se cansa. A gente tem essa coisa de ir até o fim, esgotar todas as possibilidades, pagar pra ver. A gente paga mesmo. Paga caro, com juros e até parcelado. Mas não tem preço sair de cabeça erguida, sem culpa, sem ‘E se’ ! A gente completa o percurso e ás vezes fica até andando em círculos, mas quando a gente muda de caminho, meu amigo, é fim de jogo pra você. Enquanto a gente enche o saco com ciúmes e saudade, para de reclamar e agradece a Deus! Porque no dia que a gente aceitar tranquilamente te dividir com o mundo, a gente não ficou mais compreensiva, a gente parou de se importar, já era. Quem ama, cuida! E a gente cuida até demais, mas dar sem receber é caridade, não carinho! E estamos numa relação, não numa sessão espírita. A gente entende e respeita seu jeito, desde que você supra pelo menos o mínimo das nossas necessidades, principalmente emocionais, porque carne tem em qualquer esquina. Vocês nem sempre sabem, mas além de peito e bunda, a gente tem sentimentos, quase sempre a flor da pele. Somos damas, somos dramas, acostumem-se. Mulher não é boneca inflável, só tem quem pode! Levar muitos corpos pra cama é fácil, quero ver aguentar o tranco de conquistar corpo e alma, até o final.
Assinado: A Loteria (mulher) que você perdeu!

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