junho 7th, 2010

RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL

VAnessa Duguet Arruda

         Atualmente a própria sociedade vem cobrando das empresas muito mais que produzir bens e serviços, mas também o bem estar social. Isto significa que há uma valorização do homem e do meio-ambiente onde estas mesmas empresas estão atuando.

No inicio do séc. XX as ações empresariais eram filantrópicas e eram vistas como forma de se livrarem da “culpa” por obterem lucros fáceis à custa da exploração do trabalho das pessoas e dos recursos naturais abundantes. Este papel vem mudando à medida que se comprometem com as causas sociais. As empresas, neste sentido, assumem uma obrigação moral, que vão além das estabelecidas em Lei e, mesmo que não estejam diretamente ligadas as suas atividades, podem contribuir efetivamente para o desenvolvimento social. Desta forma, esta postura vem fortalecer marcas, produtos e serviços em relação à concorrência e passa a ser uma excelente estratégia de marketing para as empresas.

Responsabilidade Social Empresarial pode ser definida como o compromisso que uma empresa deve assumir com a sociedade em que atua. Este deve ser expresso por meio de atos e atitudes que possam afetar de forma positiva a comunidade e deve estar coerente com a missão e os valores organizacionais. Segundo o professor Luiz Cláudio Zanone este conceito está atrelado às necessidades que as empresas encontraram como diferencial competitivo para seus produtos. Ele ainda conclui que está cada vez mais difícil a empresa se diferenciar no mercado pelo seu produto ou preço. O segredo está em na qualidade das relações, fundamentada sobre valores e condutas claros e identificados em seus padrões de público.

Para os empresários esta cada vez mais evidente que as causas e projetos socioambientais trazem retorno expressivo em se tratando de mercado, como melhoria efetiva da imagem, exposição espontânea na mídia, o que vai tornar a empresa mais conhecida e respeitada na comunidade. Contudo, é preciso muito cuidado, ao patrocinar uma ação social visando tão somente a divulgação da marca, em questão de tempo consumidores atentos criam uma imagem negativa e usam de sua prerrogativa de migrar para o concorrente.

Não importa o tamanho da empresa e nem a sua natureza. É preciso que seus donos, sócios, dirigentes, administradores percebam que fazem parte da sociedade, interferem no meio onde estão inseridas e assim, tem direitos e deveres. E estes podem se transformar em benefícios mútuos.

(Matéria publicada no Jornal Tribuna das Gerais, maio/2009)

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