outubro 2nd, 2014

Um Olhar sobre as eleições
Na campanha política deste ano resolvi me colocar no lugar de cada ator envolvido no processo eleitoral. Me coloquei no lugar dos eleitores, dos candidatos, dos partidos e até do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Com relação aos candidatos o comportamento dos mesmos não tem definição. Vejamos a candidata Dilma. Ficou quatro anos como Presidente e tem coragem de garantir que vai resolver todos os problemas do Brasil em mais um mandato, se for reeleita. Ela precisa apenas de mais quatro anos para tirar o País da miséria, acabar com a corrupção, limpar a imagem da Petrobrás, deixar os mensaleiros na prisão.

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Enfim, ele conhece bem os problemas e não conseguiu resolvê-los a tempo. Não conseguiu trazer mais investimentos, criar mais empregos, mas promete que vai por o Brasil nos trilhos.
Aécio tem a vantagem de vir de uma família de políticos. Tem experiência de governo, tem traquejo, tem argumentos firmes e se apresenta como único candidato possível de melhorar a situação do povo brasileiro. Da segurança à saúde tudo será melhor para quem nele votar.
Marina se apresenta como candidata ética, preocupada com o ser humano, com o meio ambiente. Apresentou um programa de governo, se antecipando aos demais candidatos, mostrando que seu governo terá um rumo. Um rumo que todos os brasileiros desejam. Ela que chegou como candidata à Presidência graças a uma fatalidade, se coloca como a única pessoa capaz de fazer mudanças.
Na outra ponta deste processo está o pobre coitado do eleitor que tem pouco conhecimento sobre eleições e campanhas eleitorais. Ele vê o processo como terrível, cansativo e sem perspectivas de melhoras em nada. Lida com a dúvida e desconhece como descobrir qual candidato é verdadeiro e cumpridor das suas promessas. Para ele todo candidato é visto como igual ao outro. Só promete e mais nada. Então, em quem votar? Todos falam bem, todos tem a solução para os problemas brasileiros, todos tem o discurso do certinho, do mágico, do melhor. E ainda, na maioria das vezes, só mostram o defeito do adversário. Oh, dúvida cruel… Contudo, para estes eleitores o mais repugnante neste processo é o horário eleitoral obrigatório. Deixar de assistir novelas ou os programas preferidos para ouvir promessas que nunca são cumpridas é pior que lhes pode acontecer.
Nisto tudo quem anda surpreendendo mesmo é o TSE. Fantásticas as propagandas orientando o eleitor sobre como votar. São propagandas inteligentes que mostram o lado negativo da compra do voto. Mostram claramente que a vantagem é só na hora de receber uns míseros cinquenta reais ou uma telha ou o pagamento de contas ou qualquer outro ato que se caracterize como crime. Depois deste momento é só desvantagens.
Em outra publicidade também mostram a cara de panaca do eleitor que não sabe escolher e vota em outro panaca qualquer que só diz e faz bobagens. Apresentam a urna eletrônica como confiável e segura. Mostram como as eleições são organizadas, como os trabalhos dos bastidores são realizados e montados para o dia final. Explicam que boca de urna e carreatas são proibidos neste dia e ainda apresentam outras regras que devem ser seguidas. Enfim, um trabalho de conscientização e de educação.
Além do mais, ao cassarem a candidatura do Maluf (procurado até pela Interpol) e de muitos outros cara-de-pau, o Tribunal Superior Eleitoral deu provas de seriedade, de democracia e de justiça. Algo que todos nós, brasileiros, queremos e esperamos dos novos governantes.
Vanessa Arruda www.vanessaarruda.com.br
Mestranda em Administração, Jornalista, Pós Graduada em Marketing Político, Membro da Academia de Letras de Vespasiano, Poeta, Escritora, Administradora do Laboratório São Lucas e Professora Universitária.
Outubro 2014

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