julho 18th, 2010 | 4 Comentários »

 

Aides na melhor idade

Vanessa Duguet Arruda

 

“ Estima-se que 70% dos homens na faixa dos 70 anos pratiquem sexo e 40% deles o façam pelo menos uma vez por semana. Não gostamos de pensar em nossos pais ou nossos avós fazendo sexo, mas eles estão.”

A matéria veiculada na primeira semana de janeiro deste ano na revista Veja, leva-nos a refletir sobre o comportamento sexual na 3ª idade.

Nas páginas amarelas o urologista John P Muhall, um dos mais renomados na especialidade, destaca que uma vida sexual prazerosa traz benefícios ä saúde mental, cardiovascular e até imunológica.

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“Vive-se mais e com mais alegria” ele enfatiza. “ E por que não recorrer à química para melhorar o desempenho na cama? E por que não estender tal satisfação aos homens e mulheres após 60 anos?” O médico, professor e pesquisador americano é favorável  ao uso do viagra e outros medicamentos que satisfaçam ao casal, que consequentemente aumenta a auto-estima masculina e favorece a relacáo conjugal.

Graças aos céus que há recursos para a felicidade, que a melhor idade tem alternativas disponíveis para ser feliz e de quebra, também outras gerações que não fazem cerimônia em usar remédios que induzam a melhor ereção. Afinal, se a felicidade é o termômetro do bem estar… então, viva a felicidade!

Mas, mesmo para se obter felicidade e qualidade de vida é preciso repensar condutas, rever atitudes e ler um pouquinho aos jornais. O número de vovös e vovós aidéticos tem aumentado muito nestes últimos anos. Os vovôs entusiasmados com a nova potência, buscam prazer com mulheres mais novas e não se preocupam em usar camisinhas. Querem provar que o fogo não se extinguiu. No lar, com a mulher e esposa, é preciso fazer o dever de casa e aí é que a doença se alastra.

 De acordo com o Ministério da Saúde…..

Um senhor nascido nos anos 30 regozijava-se em dizer que a geração dele era a mais privilegiada de todas, pois estavam vivendo numa época pós-pílula anticoncepcional e viveram bem até uma época pré-aids. Não tinham com que se preocupar. Nem com filhos e nem com doenças. Sorte a deles.

Foi num bate papo de mesa de bar, que ao se abordar a preocupante estatística, uma opinião foi colocada sem muitos constrangimentos: – eu, uma mulher na casa dos 35 anos atualmente estou preferindo os jovens para me relacionar sexualmente. Com eles não há problema nenhum em pedir que usem camisinhas. Já os homens de 40 pra cima… quanta resistência! Evidentemente que quem deu o depoimento não quis se identificar. E nem precisa. A realidade é esta mesmo.

Hoje, há toda uma campanha veiculada pela mídia e avalizada pela sociedade em geral que a vida não se acaba após os 60 anos. Estimula-se a convivência em grupos da terceira idade buscando a ressocializaçao de uma grande parcela da população, antes desprezada e esquecida.

Contudo, é preciso conscientizar a todos, seja, governos ou igreja ou família e principalmente ao próprio grupo que todo cuidado é pouco. A doença existe e não faz distinção nem de gênero, nem de idade, nem de classe. É permitido ser feliz? É bom praticar sexo após 60 anos? É claro que é! Mas é bom também ir se acostumando ao uso da camisinha para não engrossar o time dos aidéticos da terceira idade. Só assim poderemos chegar, sem preocupação e com qualidade de vida, á melhor idade.

Publicado no Jornal Tribuna das Gerais em janeiro de 2008

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