Vanessa Duguet Arruda
MÃE
Há uma nova versão de mãe?
Ao se aproximar o dia das mães, que é o segundo domingo de maio, há de se pensar na representatividade das mães contemporâneas. Elas cuidam da casa, dos filhos, dos estudos, trabalham fora e não podem se dar ao luxo de falhar em nenhuma das atividades exercidas. Sem falar que é preciso acrescentar à lista o cuidado consigo própria e o cuidado com o companheiro.
Qual mãe que nunca se desesperou para optar se vai à reunião da escola do filho ou ser pontual no trabalho? Ou em preparar o almoço do dia seguinte ou conferir a lição de casa do filho? E é exatamente neste ponto que está a diferença de ser mãe na época de nossas avós, quando já estava pré-definido a receita materna. Ou seja, já era esperado o casamento, a vinda dos filhos, o cuidar da casa. Era dedicação exclusiva ao lar. É evidente que não era fácil lidar com a prole orientando-a nos estudos, comportamento, valores morais e a educação como um todo exigia muito pulso firme e determinação.
A preocupação em ser boa mãe ainda é imperativa. Competente na vida profissional, preparada para ser líder e consciente que com todas as mudanças, sejam elas culturais ou econômicas, a mãe-mulher sabe que surgiu uma nova estrutura familiar e teve de achar uma fórmula para ser bem sucedida no todo. Principalmente no seu papel de mãe.
O relacionamento entre mães e filhos ficou enriquecido, pois nasceu a cumplicidade, a participação, o partilhar de opiniões e decisões entre os membros familiares. Desde a escolha do cardápio, da divisão de tarefas, do lugar para passear até como será feita a despesa doméstica.
Há fórmulas prontas para saber se dedicar aos filhos e não interferir no crescimento profissional? Não existem regras para isto. Existe sim, o compromisso e a consciência que filhos são cidadãos do amanhã e precisam de carinho e orientações adequadas e na hora certa. Esta é opinião da psicóloga Vânia Regina, especialista em psicologia comportamental, que ainda acrescenta: a função materna não mudou com a modernidade ou com a contemporaneidade. O que mudou foi exatamente o ritmo de vida das mulheres e a dinâmica de lidar com as crias. A presença dos pais e no caso a presença da mãe, mesmo que em menor tempo, mas com mais qualidade é fundamental para o sucesso da educação dos filhos.
Por mais que o comércio vise apenas os lucros e reforce a data com muita propaganda (considerada como segunda maior venda do ano) o dia das mães continua sendo muito especial. Dia de carinho, de cuidados, presentes, de almoço em família. Dia propício para manifestar e retribuir um amor incondicional que se recebe o ano inteiro. Não deixa de ser uma oportunidade para reforçar sentimentos por quem se sacrifica e se doa com a maior naturalidade do mundo, independentemente da época em que se vive.
Justa homenagem.
(matéria publicada no Jornal Tribuna das Gerais)
