maio 13th, 2010 | 7 Comentários »

Na novela das 21h “Viver a Vida” a personagem Tereza, cinquentona, bonita, fina, rica e divorciada de um marido muito infiel, vê, através de um novo amor, a possibilidade de recomeçar a amar e de sentir-se amada novamente.  Ora, em nossa cultura onde só há espaço para o amor jovem, me chamou atenção o enfoque que o autor tem dado ao romance.

         Coincidentemente, nesta semana, Arnaldo Jabor, em sua crônica Sexo Atual, editado no Jornal O Dia, coloca que as baladas noturnas estão recheadas de jovens garotas lindas com roupas cada vez mais micros e transparentes. E que chegam sozinhas e saem sozinhas, ainda que estejam cada vez mais siliconadas, cantem e dancem músicas provocantes. Mas todas, sem exceção, independente da idade estão carentes de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente ter que depois mostrar sexo de academia, cheio de acrobacias. Viramos máquinas desesperadas por não saber como voltar a “sentir”, concluiu o autor.

         Esta geração de cinqüenta e sessenta anos precisa sim, a exemplo da Tereza e do seu amado francês, deixar os preconceitos de lado, viver a vida intensamente, e valorizar sentimentos. Principalmente pelo privilégio de terem conhecido o flerte, de terem feito serenatas, de trocarem bilhetinhos apaixonados e sem motivo aparente de terem enviado flores… coisas simples de coração que a juventude de hoje busca desesperadamente.

         Ao lerem a carta abaixo, muitos conseguirão perceber a mensagem que os autores de novela querem mostrar.  Aos maduros, o quanto é bom viver depois dos 50 e o quanto é bom amar. À nova geração, que é possível vivenciar carinho e respeito em qualquer faixa etária, desde que o amor e os envolvidos valham à pena. Sem qualquer exploração financeira ou emocional. É uma questão de conquista, de querer e de fazer acontecer:

         “Amada, pra saber se o que você está vivendo é uma promessa de amor observe: é um encontro criativo, produtivo e leve? É gostoso, empolgante e comporta planos para o futuro? Tem espaço nesta relação para que você se coloque, demonstre o que quer e fale sobre seus sentimentos? Você consegue ser você mesma ou precisa pensar antes de fazer ou falar qualquer coisa? Ao final de cada encontro, você se sente acolhida, feliz, preocupada ou insegura com a sensação de que vai acabar a qualquer momento?

Para que haja qualquer possibilidade de felicidade e sucesso, nesta ou em outras relações que vir a viver, é absolutamente preciso que você se reconheça no meio disso tudo! É muito importante que você comece a refletir sobre o que tem feito, o que tem dito e, principalmente, quais as crenças que tem alimentado sobre amor, felicidade e relacionamento. Sendo assim, está na hora de rever seu amor, sua alegria e sua fé. Está na hora de rever o quanto você realmente se sente merecedora de ser amada e capaz de amar. Porque quem acredita de verdade que merece, age como quem merece e atrai quem está disposto a amar e também ser amado. É uma questão de encaixe, de lei da atração, de lógica, do Universo, da perfeição da natureza. É uma questão, sobretudo, de ação e reação.

         Claro que isto não significa que uma relação deva acabar quando começar a passar por crises e dificuldades. Afinal, todos nós temos muito a crescer enquanto nos relacionamos. Mas, veja bem: se você sabe o que quer e sabe o que precisa fazer para conquistar o que quer, suas atitudes e escolhas, mesmo durante uma crise, serão coerentes. E isto vai fazer com que a crise sirva para amadurecer e melhorar a relação e não para afundar mais e mais os dois.

         Amada, faça o amor valer a pena sem medo de ser feliz. Sem medo de dizer que te amo, sem vergonha de ficar noiva aos 50 anos. Sem vergonha de fazer planos para o futuro. Felicidade não depende de idade. Te amo.”

         Portanto, caros leitores, sigam a receita do Jabor e não tenham medo de dizer que “amo você”, “fica comigo”, não se importem com a opinião dos outros, sejam felizes! Antes ser idiota para as pessoas do que infeliz para si mesmo!

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